Mulheres na construção civil: do projeto à mão na massa

Quando pensamos nos profissionais da construção, dos projetos ao canteiro de obras pensamos em homens, já reparou? Embora ainda seja um setor dominado pelos homens, muitos dados evidenciam que o número de mulheres na construção civil está aumentando cada vez mais. 

Isso porque, cada vez mais, as mulheres estão dispostas a enfrentar a desigualdade de gênero, o preconceito e até o assédio para seguirem suas paixões profissionais. Dessa forma, vão derrubando todos os tabus de que não são capazes de realizar “coisas de homem” com sucesso. 

Entenda melhor sobre a presença feminina no setor que mais fortalece o PIB brasileiro lendo o artigo abaixo.

Elas estão cursando engenharia civil 

Muitas jovens sonham em cursar engenharia civil desde cedo e os dados mostram que houve um crescimento muito grande de mulheres na sala de aula do curso. 

Segundo os dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o número de engenheiras registradas a cada ano no sistema foi de 13772 para 19585 em um período de apenas dois anos. Em porcentagem esse aumento é de 42%. Isso porque o número total de mulheres no Brasil que estão ativas no sistema já ultrapassa 190 mil.

Há vários fatores contribuindo para esse aumento, como: 

  • Busca por novos desafios profissionais; 
  • Maior receptividade das empresas contratantes; 
  • Incentivos públicos e privados na capacitação da mulher para o setor; 
  • Avanços tecnológicos no canteiro de obra, que dispensam cada vez mais a força física, como falaremos em instantes.

No mercado de trabalho 

Além de ingressarem no curso de exatas, as mulheres estão se formando e exercendo a profissão, um reflexo da percepção da mudança no mercado de trabalho com o surgimento de oportunidades.

Apesar disso, o gênero masculino ainda domina o mercado, representando mais da maioria dos engenheiros civis. Isso é um reflexo que também afeta os salários, sendo que os homens ainda recebem mais que as mulheres pelo mesmo serviço. 

Mas a presença feminina serve como um fator de esperança para os setor, pois com mais mulheres na construção, mais incentivo as jovens terão de seguir o mesmo caminho. 

As mulheres também estão no canteiro de obras

A cada dia mais é possível ver mulheres nos canteiros de obras. Lá elas são reconhecidas por serem cuidadosas, detalhistas e muito responsáveis. Nesse contexto, são as mais requisitadas para as atividades exigentes de paciência e precisão, como acabamentos e aplicação de revestimentos.

Para garantir que todos possam exercer suas profissões com saúde e segurança há a Norma Regulamentadora (NR) 17, a qual trata da ergonomia na construção civil. Um de seus itens determina o peso máximo permitido para carregamento de materiais, com distinções para homens e mulheres. 

Essa mudança cultural veio a partir das novas tecnologias no mercado e de iniciativas do poder público. Isto é, muitas atividades que exigiam esforços braçais agora são feitas por máquinas, como a grua, que é utilizada para elevação e movimentação de cargas e materiais pesados. 

Em contrapartida, alguns materiais estão se tornando cada vez mais leves, como é o caso do granito ecológico, também chamado de Ecogranito. O uso de materiais assim facilita o trabalho e favorece a contratação de mulheres no setor. 

É fundamental ter presença feminina na construção civil por vários motivos, como no crescimento das empresas do setor, principalmente por ser uma mão-de-obra qualificada e inovadora. 

As mulheres que fizeram história no setor

Os grandes avanços da construção civil não se deu somente pela presença dos homens. Por anos, as mulheres lutavam por espaços e algumas se destacaram a ponto de jamais serem esquecidas, veja só:

Nora Stanton Barney

A americana foi uma das únicas mulheres no curso de engenharia civil na Universidade de Cornell, em 1902. Se formou e aceitou uma membresia da Sociedade Americana de Engenheiros Civis, sendo a primeira mulher na sociedade. 

Emily Warren Roebling

A americana que terminou a construção da Ponte do Brooklyn é muito conhecida no meio. Na verdade, quem começou a obra foi o seu marido, mas ao adoecer, Emily assumiu a supervisão e lidou com operários, engenheiros e até políticos envolvidos na obra.

Além de ser a porta-voz do projeto, Emily contribuiu para a obra com seus conhecimentos e estudos em engenharia. Acima de tudo, ela foi bem recebida e respeitada por onde passava. 

Edwiges Maria Becker Hom’meil

A primeira engenheira que o Brasil conheceu formou-se em março de 1917, na Escola Polytechnica do Distrito Federal – hoje conhecida como Escola Politécnica da UFRJ.

A brasileira abriu caminhos para que outras mulheres buscassem a área de exatas como profissão desde aquela época. 

Evelyna Bloem Souto

Além de ser a primeira mulher no curso de engenharia civil da USP de São Carlos, Evelyna passou por situações de preconceito de gênero. Ao ganhar uma bolsa de estudos na França, Souto foi obrigada a vestir roupas masculinas e desenhar barba e bigode no rosto quando a turma do curso foi visitar um túnel em construção. 

Enedina Alves Marques

Além de Edwiges, a outra pioneira do setor no Brasil é Enedina Alves Marques, sendo a primeira engenheira negra do país, formada em 1945 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Maria do Amparo Xavier 

A primeira mestre de obras mulher da Bahia entrou no mercado de forma lenta. Isso porque o começo de tudo foi varrendo obras, e depois servente, carpinteira, pedreira e amadora até chegar à sua atividade atual.

Mesmo com muitos desafios, essas mulheres foram pioneiras no que fizeram e abriram um leque de possibilidades para as gerações seguintes. O reconhecimento das conquistas dessas mulheres na construção civil é uma homenagem mais que justa, no mês em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher.

A Ecogranito é um grande exemplo de empresa que vem crescendo exponencialmente e se consolidando em um dos mercados mais competitivos, e que é dirigida em sua maioria por mulheres. Venha nos conhecer e surpreenda-se! 

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